Entrevista Isaac Hempstead


E as entrevistas não param de aparecer, à medida que nos aproximamos da data de estreia da série. Vamos lá a ver se me consigo manter a par 🙂
Desta vez, Isaac Hempstead-Wright, o garoto que faz de Bran Stark na série, foi entrevistado pelo Science Fiction. Adorei ler esta entrevista!
Pergunta: Você ou a sua família já leram os livros? Como é que reagiram quando descobriram que você tinha sido escolhido para o papel de Bran Stark?
Resposta: A minha mãe leu os dois primeiros livros e o meu pai está atualmente no 5.º livro. E muitos dos nossos amigos também ficaram viciados. Tentei ler A Game of Thrones, mas achei-o um pouco assustador. Vou tentar de novo quando for um pouco mais velho. Ficámos muito entusiasmados quando consegui o papel, apesar de, ao olhar para trás, acho que não sabíamos muito bem o que significava. Foi uma experiência totalmente nova para nós.
P: Quão diferente é Bran de ti, em termos de personalidade? O que é que te levou à personagem? É difícil entrar nela?
R: No início, ele é um rapaz de 10 anos bastante típico, por isso não muito diferente de mim. Infelizmente, a vida tem algumas coisas cruéis reservadas para Bran e ele tem de suportar algumas dificuldades extremas. Não consigo começar a imaginar o que é perder a família, o uso das pernas e toda a segurança, por isso não tenho a certeza de ser possível entrar completamente na personagem. Mas acho que ele é forte e inteligente e tem um bom instinto de sobrevivência, e um bom amigo em Hodor!
P: Como é ter de representar sem utilizar as pernas?
R: Na verdade, não parece estranho representar sem utilizar as pernas, mas torna-me mais consciente da forma como utilizo o resto do meu corpo.
P: Como é trabalhar com os cães? Nesta temporada são CGI [gerados por computador], foi uma mudança difícil?
R: Foi muito fácil trabalhar com os cães. Os cachorros na cena dos lobos eram muito doces, e eu queria levar um para casa comigo. O meu lobo crescido chama-se Elsa e ela é linda. Fico contente por dizer que ela ainda esteve nas gravações desta temporada. Portanto, não houve uma mudança enorme com as adições CGI.
P: Foi estranho saber que você ia fazer uma cena onde era atirado de uma torre? Como é que se prepara para uma coisa dessas?
R: Foi fácil, porque estava preso a um fio enquanto subia a torre e depois tive de cair para uns tapetes quando fui atirado. A equipa de dublês era incrível – aprendi tanto com o Paul [Jennings, Coordenador de Dublês], com a Amie [Stephenson, Gestora de Dublês] e com o Buster [Reeves, Coordenador Assistente de Dublês ]. Suponho que foi um pouco estranho que alguém me tentasse matar, mas o Nikolaj [Coster-Waldau, que interpreta Jaime Lannister] estava sempre a pedir desculpa, e eu dizia ‘Não, está tudo bem!’
P: Qual foi a sua parte preferida ao gravar a série?
R: Gostei muito de aprender acerca do processo de gravações. As câmaras são incríveis, com todas as lentes diferentes e nunca imaginei que houvesse empregos como “focus puller” (1.º cameraman assistente), “loader” (2.º cameraman assistente) e supervisores de argumento. Também adorei conviver com o elenco e a equipa. Fiz tantos bons amigos.
P: Qual foi a tua cena preferida de filmar? Qual foi a mais difícil?
R: A minha cena favorita foi quando os selvagens atacam – foi muito excitante, com uma grande quantidade de ação dramática. Sou fascinado pelas próteses, são tão realistas. Deram-me alguns moldes que tinham a mais de cortes e rasgões, com os quais assustei os meus amigos. A cena mais difícil foi a da execução no episódio piloto, por causa do tempo. Estava tanto frio e os ventos tão implacáveis, que acho que deve ter atingido uma temperatura de -400º.
P: Tem histórias das gravações que gostaria de partilhar connosco?
R: É muito divertido estar em gravações. Há sempre tanta coisa a acontecer. É ser constantemente vestido em prol da continuidade, as roupas e a maquiagem a serem sempre verificadas, há tanto equipamento técnico em todo o lado e toda a gente é muito positiva e amigável. É um local muito bom para se estar. Mesmo quando se está à espera na noite ao frio e ao relento, não me importo. Falo com os outros membros do elenco, jogo às cartas, convivo. E nesta temporada passo muito tempo com o Hodor [Kristian Nairn], o que é brilhante. O Kristian é encantador e um tipo muito engraçado, faz-me mesmo rir. Não há cenas cortadas do género, o que me surpreendeu. Vemos aqueles programas com cenas cortadas e ficamos com a impressão que tudo corre mal nas gravações dos filmes. Em Game of Thrones, uma vez que o realizador diz “Ação” é tudo muito profissional, ninguém comete erros. Apesar disso, tive um pequeno contratempo na cena de abertura no pátio, quando o Bran está a praticar tiro com arco. Tinha de saltar uma cerca e perseguir a Arya [interpretada por Maisie Williams]. Fizemos muitos takes e estava a gostar muito de saltar sobre a cerca e comecei a imaginar que estava num filme do James Bond, quando pus mal o pé, falhei completamente a cerca e voei, aterrando com um baque do outro lado. O Tim Van Patten [realizador] achou muito engraçado.
P: Como é conciliar a escola e as gravações?
R: Recomendo combinar a escola e as gravações!  Tive muito tempo de folga, foi incrível. E a minha escola apoiou-me muito. Preparam trabalho para mim, que faço com um professor particular ou com a minha mãe. Funciona bem, por enquanto.
P: És próximo dos outros membros do elenco?
R: Ter podido conhecer o elenco foi muito excitante. Sou muito próximo da minha família Stark e de toda a criadagem Stark (e, de forma controversa, dos Lannisters também!). Tive muita sorte em ter várias cenas com o Donald [Sumpter, que interpreta Maester Luwin], que tem sido incrivelmente prestável e amável comigo. Conheci outros membros do elenco aqui e ali. O Jason [Momoa, que interpreta Khal Drogo na primeira temporada] é muito forte. Consegue pegar-me só com um braço!
P: Deve ter sido excitante receberes o teu primeiro ordenado. Qual foi a primeira coisa que comprou?
R: Sim, é incrível ser pago para me divertir tanto, mas para ser sincero a minha mãe não gosta que eu gaste o meu dinheiro porque ela quer que eu poupe para poder pagar a universidade. Felizmente, deixou-me comprar algumas coisas, a primeira das quais foi uma câmara de filmar Canon HV30 e algum software de edição para eu poder começar a fazer os meus próprios filmes.
P: A representação foi algo que sempre quis fazer?
R: Nunca planeei representar. Apenas me juntei ao clube de teatro porque me impedia de jogar futebol em domingos de manhã invernosos. Tive muita sorte em conseguir o papel de Bran. A minha mãe disse que eu só podia fazer 6 audições. Recebi um anúncio e Game of Thrones foi a sexta.
P: Você se vê representando no futuro?

R: Gostaria de continuar a representar, ou talvez escrever ou realizar quando for mais velho.

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