Rhllor o Deus Vermelho

A pedidos, estou continuando a série de posts da Lidiany sobre as religiões no mundo d’As Crônicas de Gelo e Fogo. Já foi falado aqui sobre a Fé dos Sete, dos Deuses Antigos, e do Deus Afogado. Nesse post, eu falarei sobre R’hllor, outra divindade também muito importante que, aqueles que não leram o livro ainda, vão passar a conhecer melhor na segunda temporada da série.
R’hllor, também conhecido como o “Senhor da Luz”, o “Coração de Fogo”, ou o “Deus da Chama e da Sombra”, é um deus de destaque em Essos, mas tem apenas alguns seguidores em Westeros, onde ele é mais comumente conhecido como o “Deus Vermelho”. Seu símbolo é um coração ardente.
Melisandre, Stannis e o "Coração Ardente" de R'hllor

Melisandre, Stannis e o "Coração Ardente" de R'hllor

Melisandre, Stannis e o “Coração Ardente” de R’hllor
A religião de R’hllor é baseada em uma visão dualista do mundo: R’hllor, o deus da luz, calor e vida, e sua antítese, o Deus cujo nome não deve ser falado, o deus do gelo e da morte ou o “Grande Outro” (Acredita-se que ele seja a entidade por trás dos Outros). Eles estão bloqueados em uma eterna luta com o destino do mundo, uma luta que, segundo a antiga profecia dos livros de Asshai, só vai acabar quando Azor Ahai, uma figura messiânica, retornar empunhando uma espada flamejante chamada Lightbringer (Luminífera), a Espada Vermelha dos Heróis e com ela despertar os chamados “dragões de pedra”.
Stannis Baratheon usa o símbolo de R'hllor unido ao símbolo de sua casa (Imagem: Amoka)

Stannis Baratheon usa o símbolo de R'hllor unido ao símbolo de sua casa (Imagem: Amoka)

Os “Sacerdotes Vermelhos” como Melisandre de Asshai e Thoros de Myr, são membros do clero. Eles são assim chamados devido às vestes carmesim que usam. No leste, eles são uma visão comum, onde a fé e influência de R’hllor é mais difundida. As crianças são, por vezes, dadas aos templos de R’hllor para que sejam criadas para o sacerdócio. Os templos também compram as crianças como escravos, que são conhecidas como “Escravos de R’hllor” e cria-os como sacerdotes, prostitutas do templo, ou guerreiros. Os guerreiros que protegem os templos de R’hllor são chamados de Fiery Hands (Mãos de fogo ou Mãos Ardentes)
Todas as noites, os sacerdotes vermelhos acendem fogueiras e cantam orações em seus templos, pedindo R’hllor para trazer de volta o amanhecer. Seguidores muitas vezes olham para as chamas esperando receber visões do futuro. Acredita-se que R’hllor irá ocasionalmente responder às orações de seus seguidores através da concessão de visões e habilidades, tais como ressuscitar os mortos e controlar as sombras (Que, segundo Melisandre, são servas da luz, pois “sem a luz não existem sombras”). Alguns ritos realizados pelos sacerdotes vermelhos, incluem sacrifício pelo fogo.Julgamentos por combate são uma prática aceita na fé de R’hllor; orações antes do combate pedem forças à R’hllor e pedem que ele escolha o vencedor com justiça.”A noite é escura e cheia de terrores”, é uma frase comum em orações para R’hllor, e é mostrada no teaser da segunda temporada.

ATENÇÃO: O texto abaixo contém SPOILERS dos livros 

A adoração de R’hllor é uma tradição religiosa no continente Essos, mas não ganhou muita popularidade em Westeros. Esforços recentes para espalhar a fé para Westeros incluem o envio de sacerdotes vermelhos como Thoros para Porto Real, afim de que ele pudesse converter  o Rei Aerys II (vulgo o “Rei Louco”), que era obcecado pelas chamas. Esta tentativa falhou já que Thoros não foi capaz de impressionar Aerys com sua magia de fogo.

Stannis, Melisandre e a Luminífera
Stannis, Melisandre e a Luminífera

Como outros tipos de magia, a magia do R’hllor parece ter desaparecido após a morte do último dragão Targaryen, mas com o regresso dos dragões no leste, as habilidades dos sacerdotes de R’hllor têm se fortalecido. Thoros, enquanto servia no templo de Myr, não descobriu nenhum tipo de novos poderes. No entanto, desde o retorno dos dragões, ele conseguiu ressucitar Beric Dondarion inúmeras vezes durante um ritual. Os poderes de Melisandre também foram aumentados desde a sua chegada à Muralha.

Melissandre

Melissandre

Beric Dondarion e sua espada em chamas
Beric Dondarion e sua espada em chamas
Atualmente existe a formação de dois novos círculos de culto em Westeros, seguindo um sacerdote vermelho de R’hllor. Thoros e Beric, juntos, fundaram a “Irmandade Sem Bandeiras”, uma organização criminosa ligada em parte pela sua adoração a R’hllor (você pode ler um pouco sobre eles nesse post aqui). Em Pedra do Dragão (Dragonstone), Melisandre convenceu Stannis Baratheon para reivindicar o manto de Azor Ahai com sua magia de fogo. No entanto, após a morte final de Beric e a derrota de Stannis na Baía da Água Negra (Blackwater), a influência de Thoros e Melisandre sobre suas congregações diminuiu.
O Duelo entre Beric Dondarion e Sandor Glegane

O Duelo entre Beric Dondarion e Sandor Glegane

Espero que tenham gostado do post. Valeu o/

Fonte: Game of Thrones Br

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O Deus afogado

Continuando a série de posts sobre as religiões em Westeros, após falar sobre “Os Sete” e “Os deuses” antigos“, esse post traz informações sobre “O deus afogado”.

O deus afogado é uma divindade do mar adorada exclusivamente pelos Homens de Ferro em Westeros. A religião do deus afogado é antiga, remonta a antes da invasão dos Ândalos. O Andalos que invadiram as Ilhas de Ferro se converteram à religião local, em vez de suplantá-lo com os Sete fizeram no sul do Westeros. Os seguidores da religião apoiam a cultura naval pirata dos Homens de Ferro. Eles acreditam que o deus afogado os criou para assolar, estuprar e esculpir reinos. Acredita-se que o deus afogado trouxe uma chama proveniente do mar e navegou o mundo a ferro e fogo. O eterno inimigo do deus afogado é chamado de deus da tempestade.

Aeron Greyjoy por Amoka
Sacerdote do deus afogado
Conhecido como Aeron Cabelo-molhado

Afogamento e ressurreição tem um lugar de destaque nas orações e rituais da religião. O afogamento é o método tradicional de execução para os homens de ferro, mas também é considerado um ato sagrado e, os mais fiéis não tem medo dele. Recém-nascidos são “afogados” logo após o nascimento, sendo submersos ou ungidos com água salgada. Clérigos, chamados Homens Afogados, são verdadeiramente afogados pela segunda vez e trazidos de volta à vida com uma forma tosca de ressurreição cardiopulmonar. Os homens afogados usam túnicas grosseiras manchadas de verde, cinza e azul. Eles carregam troncos como porretes para uso em batalha, e cantis de pele com água salgada para rituais. A oração comum é: “O que está morto não pode morrer, mas volta a erguer-se, mais duro e mais forte.” (What is dead can never die, but rises again, harder and stronger.)
O deus afogado. Por ~guad

Religião em ASOFIAF – A fé dos Sete

A Fé dos Sete

fonte: Game of Thrones Br

Septã Mordame - Governanta dos Starks

Esse texto  dá continuidade a série de posts sobre a religião em Ás Crônicas de Gelo e Fogo, na primeira parte se comentou sobre os Deuses Antigos, agora continuamos com A Fé dos Sete.

A Fé dos Sete é uma religião onde se venera uma divindade com sete aspectos (ou faces).
A Fé dos Sete é a religião oficial dos Sete Reinos e está fortemente integrada às suas leis e cultura.
Foi trazida para Westeros pelos Ândalos, suplantando o culto local dos Deuses Antigos.
Depois da conquista de Aegon , se tornou a religião oficial dos Sete Reinos . Muitas vezes é referida como a “Fé” ou como “Os Sete”.

Os Sete
Na Fé se adora os Sete, uma única divindade com sete aspectos ou faces, cada um representando uma virtude diferente.
Os devotos oram aos aspectos específicos do Sete, pedindo ajuda e orientação de acordo com sua necessidade.

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As sete faces são:
§ Pai (Father), o que representa julgamento, ele carrega balanças e é evocado por aqueles que pedem justiça.
§ Mãe (Mother), representa a maternidade e o carinho, ela clamada para aqueles que necessitam de fertilidade ou compaixão.
§ Guerreiro (Warrior), representa a força na batalha, é clamado por aqueles que pedem a vitória.
§ Virgem (Maiden), representa a inocência e a castidade, ela é geralmente evocada para proteger as virtudes de uma donzela.
§ Ferreiro (Smith), representa o artesanato e o trabalho, é geralmente evocado por aqueles que precisam concluir um trabalho.
§ Senhora (Crone), representa a sabedoria, ela carrega uma lanterna e é evocada quando se precisa de orientação.
§ Estranho (Stranger), uma exceção para os outros aspectos, representa a morte e o desconhecido. Adoradores raramente procuram o favor do estranho, mas às vezes marginalizados se associam a este deus.

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Práticas
A fé tem um grande número de ensinamentos morais. Condena o jogo, a bastardia, amaldiçoa coisas como incesto e fratricídio.
Um dos santos textos centrais da Fé é a Estrela de Sete Pontas, que é dividido em seções como o evangelho. Cada um dos Sete tem seu próprio livro. Durante os julgamentos por combate , os Sete devem intervir do lado do combatente apenas. Para se tornar um cavaleiro, um escudeiro deve passar uma noite em vigília em um Septo e ser ungido em nome dos Sete. Por esta razão, há poucos cavaleiros em áreas onde a Fé não é mantida, como o Norte .
O número sete é considerado sagrado para a fé. Ela afirma que há sete infernos, bem como sete rostos. Sete constelações no céu são consideradas sagradas. O número sete é usado em rituais ou objetos com um significado sagrado. Os adeptos da Fé usam estrelas de sete pontas, prismas de cristal e arco-íris como ícones da religião. Ritos de culto envolvem o uso de luz e cristais para representar o deus Sete-em-um.
Os lugares de culto das Sete são chamados de “septos”, onde são feitas artes para retratar cada um das Sete faces. Em septos da zona rural, podem ser usadas apenas máscaras esculpidas ou simples desenhos a carvão numa parede, enquanto em septos ricos, os Sete podem ser estátuas embutidas com pedras e metais preciosos.
Adoradores mantém velas acesas nos altares simbolizando cada uma das sete faces. Cerimônias são liderados pelo mais alto membro do clero masculino, e hinos são geralmente cantados. Na nomeação de uma criança, sete óleos são usados para ungir o bebê. Casamentos são realizados em pé entre os altares do Pai e da Mãe. Ritos de culto realizado em áreas ricas e em ocasiões especiais podem apresentar enfeites tais como corais de setenta e sete septas.

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Clero
Septões
Os membros masculinos do clero da Fé são chamados de “septões”, há várias ordens de devoção, entre eles, cada um concentrando sua devoção em um aspecto dos Sete.
Por exemplo, há septões jurados do Ferreiro, estes usam martelos metálicos em uma corrente no pescoço. Septões sem septo vagam pelo campo, ministrando ao povo em troca de comida e abrigo. Eles são, por vezes desprezados como “irmãos mendigos”, e usam uma tigela de metal pequeno em seus pescoços.

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Septãs
As sacerdotisas são chamadas “septãs”, e há várias ordens de devoção entre elas. Existem ordens de septãs, chamado septas branco, cinza ou azul, mas não é revelada a qual o aspecto da divindade de cada uma delas é dedicada. Há conventos de septas chamados ‘casasmães”. Septãs muitas vezes servem como governantas nas famílias da alta nobreza.

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Irmãs silenciosas
É uma ordem separada para as mulheres que fazem votos de castidade e silêncio, elas manipulam os corpos dos mortos, e não são consideradas como septas.
As Irmãs silenciosas são muitas vezes chamadas de ‘Esposas do Estranho”. Elas se vestem decinza e mantêm os rostos cobertos, exceto pelos olhos.

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Os Mais devotos
A Fé é governada por um conselho do clero mais alto, chamado de “Os Mais Devotos”. A maioria dos devotos são lideradas pelo Alto Septão, um cargo eleito pela maioria. Embora o Alto Septão geralmente seja eleito entre os mais devotos, este não é um requisito. O Alto Septão renuncia ao seu nome quando assume o cargo. Geralmente usam uma grande coroa de cristal, enquanto desempenham suas funções. O Alto septão e Os Mais Devotos se reúnem no Grande Septo de Baelor em King’s Landing (Porto Real), um grande edifício de mármore branco, com sete torres de cristal. Antes da vinda dos Targaryen , a sede da Fé foi o ornamentado Septo em Oldtown , construído em mármore preto com vitrais.

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Religião em ASOIAF: Os deuses antigos

Fonte: Game Of Thrones BR

ASOIAF = “A Song of Ice And Fire” que seria equivalente à “As Crônicas de Gelo e Fogo” Os deuses antigos são espíritos da natureza, sem nome, que são principalmente adorados no Norte embora ainda haja adeptos dessa religião nas regiões do sul.
Foram primeiramente adorados pelos crianças da floresta, mas os Primeiros Homens se afastaram das suas crenças anteriores em favor dos espíritos adorados pelas crianças.
Quando os Ândalos (que vieram do oeste) conquistaram o sul de Westeros, eles trouxeram com eles a sua Fé dos Sete (fé nos Sete deuses).

Os espíritos foram então apelidados de Deuses Antigos e a prática do seu culto tornou-se limitada ao norte de Westeros.
A religião dos Deuses Antigos não tem organização, clero, nem movimentos evangélicos ou os textos sagrados, mas algumas tradições são passadas adiante por seus seguidores.
Várias ações, tais como o incesto e o fratricídio, são consideradas ofensivas aos deuses.
Floresta divina (imagem retirada de ASOIAF NWN2 Persistent World)

Existem florestas sagradas, onde crescem “árvores divinas” chamadas weirwood  (que pode ser traduzida como “árvore do destino”) ou árvores-coração. Essas árvores possuem protuberâncias que se assemelham a rostos e olhos esculpidos por onde escorre seiva vermelha. As orações, juramentos  e os casamentos são muitas vezes realizadas na floresta sagrada.
Acredita-se que os rostos foram esculpidos nas weirwoods pelas crianças da floresta, mas o seu significado ou propósito não é completamente compreendido pelos homens.

Antigamente todas as casas nobres tinham um floresta divina com uma árvore de coração em seu centro, mas muitas famílias deixaram de seguir os deuses antigos e converteram suas florestas divinas em jardins seculares.
Fonte: ASOIAF wiki.

Eddard Stark acredita na floresta divina e frequentemente faz orações aos deuses antigos, assim como Jon Snow.



UPDATE:
 Esse é o trecho do livro (na tradução brasileira da LeYa) onde Catelyn descreve o bosque sagrado e fala sobre as árvores de Winterfell e Riverrun(Correrio)

Catelyn nunca gostara daquele bosque sagrado.
Nascera entre os Tully, em Correrrio, mais ao Sul, nas margens do Ramo Vermelho do Tri‑
dente. O bosque sagrado que lá havia era um jardim, luminoso e arejado, onde grandes árvores
de pau‑brasil espalhavam sombras sarapintadas por córregos que rumorejavam entre as margens,
aves cantavam em ninhos escondidos e o ar era perfumado pelo odor de flores.
Os deuses de Winterfell mantinham um  tipo diferente de bosque. Era um  lugar  escuro  e
primordial, três acres de foresta antiga, intocada ao longo de dez mil anos, enquanto o castelo se
levantava a toda sua volta. Cheirava a terra úmida e a decomposição. Ali não crescia o pau‑brasil.
Aquele era um bosque de obstinadas árvores sentinelas, revestidas de agulhas cinza‑esverdeadas,
de poderosos carvalhos, de árvores de pau‑ferro tão velhas como o próprio reino. Ali, espessos
troncos negros enroscavam‑se uns aos outros, enquanto ramos retorcidos teciam um denso dos‑
sel elevado e raízes deformadas batalhavam sob o solo. Aquele era um lugar de profundo silêncio
e sombras meditativas, e os deuses que ali viviam não tinham nomes.
Fonte: A Guerra dos Tronos, Gerge R. R. Martin, Ed.  LeYa, Brasil, 2010

UPDATE 2:
Esse é o trecho original:

She had been born a Tully, at Riverrun far to the south, on the Red Fork of the Trident. The godswood there was a garden, bright and airy, where tall redwoods spread dappled shadows across tinkling streams, birds sang from hidden nests, and the air was spicy with the scent of flowers.
The gods of Winterfell kept a different sort of wood. It was a dark, primal place, three acres of old forest untouched for ten thousand years as the gloomy castle rose around it. It smelled of moist earth and decay. No redwoods grew here. This was a wood of stubborn sentinel trees armored in grey-green needles, of mighty oaks, of ironwoods as old as the realm itself. Here thick black trunks crowded close together while twisted branches wove a dense canopy overhead and misshappen roots wrestled beneath the soil. This was a place of deep silence and brooding shadows, and the gods who lived here had no names.

Fonte: A Game of Thrones, George R. R.Martin.

Eu fui pesquisar sobre o assunto e encontrei o seguinte:
O significado da palavra “redwoods” – pode abranger 

árvores da família das coníferas (desde sequóias a pinheiros) e a família das “broadleafs” (folhas largas?) onde se inclui a árvore pau brasil. Sobre a outra árvore pau ferro, é justamente por causa da “ironwood“. O pau brasil, pela fala de Catelyn, não está em Winterfell, mas em Correrrio (Riverrun), onde o clima não é gelado como em Winterfell, devido a sua localização.



Apesar das árvores serem “tipicamente brasileiras” acredito que se encaixa adequadamente na tradução do texto.

Quem quiser conferir pode dar uma olhada nos links 😉